As questões regulatórias no Brasil tem-nos mostrado que cada vez mais estamos vivenciando uma estrutura frágil e não um modelo inadequado, o que permite o uso até mesmo “eleitoreiro” das importantes discussões que precisam ser conduzidas para que não seja imposta à sociedade apenas o ônus desse ambiente comprometendo o bônus.
Em mais um capítulo da CPI da Tarifa a briga de egos e a procura por espaço sob holofotes mostra por quais motivos existe um grande risco na politização sem suporte técnico de tais discussões, afinal, fazer constar em ata um impropério político como o feito por um deputado estadual “conhecedor” do tema, que ignorou o simples fato de já terem sido ouvidos representantes legítimos da ANEEL, do TCU, do MME, de institutos renomados no tema, além de importantes representações corporativas (de ambos os lados, frisa-se), é no mínimo temerário.
Verdade também seja dita, a própria CPI ignorou a primeira tentativa de chamar atenção para o recente erro da ANEEL, em uma audiência com o TCU, mas voltou atrás e agora pressiona para uma solução, cumprindo com seu papel político. Entretanto, o que se espera é que os membros da CPI (ainda sem um representante sul-mato-grossense) possam, a despeito de eventual desvario, analisar com olhos críticos e técnicos o que foi feito em nosso Estado para que a sociedade possa ser realmente beneficiada.