O papel desempenhado pelas agências reguladoras na prestação de serviços de interesse público tem sido alvo constante de indagações da sociedade que se sente acuada diante do que ela própria chama de “absurdos”. Entretanto, essa mesma sociedade pouco faz para combater um dos reais motivos que causam tais absurdos: a assimetria de informação.
As regras que cercam um ambiente regulado são recheadas de termos técnicos e especificidades que comprometem o entendimento do cidadão comum tornando-o um elo frágil nessa cadeia produtiva, cuja principal fonte de receita é ele mesmo. Nessa condição, o agente regulador falha com seu papel de procurar pelo equilíbrio, permitindo que, por metodologias ou interesses econômicos, haja um desequilíbrio nas informações que determinam a receita necessária à remuneração do capital investido no setor.
Enquanto a sociedade organizada se mantiver calada as concessionárias continuarão a engordar seus cofres às custas de um silêncio tão culpado quanto o uso de artifícios respaldados por “regras” que se ajustam aos interesses do “equilíbrio econômico-financeiro” em detrimento da modicidade tarifária.