Dentro do ambiente regulado, o ente regulador sistematicamente traz à tona uma de suas principais dificuldades: a  assimetria de informação e apóia-se nela para justificar parte das falhas que comete (preponderantemente contra o vértice da regulação que representa a sociedade).

Entende-se a existência dessa assimetria, prevista por teóricos e comprovada na prática sempre que a tarifa torna-se foco das discussões. O que ainda não convence o usuário é a falta de interesse do regulador em se valer de fontes de informações que possam trazer resultados significativos para o processo, com vistas à validação da informação prestada pelo próprio regulado.

Discute-se, nesse momento, a análise dos balanços das empresas que prestam serviço de interesse público, tais como água, telefonia, energia elétrica, entre outros. O balanço é um documento de domínio público (para a grande maioria das concessionárias) cuja veracidade das informações é passível de julgamento legal. Espera-se, portanto, que as informações contidas nesse documento sejam utilizadas também como instrumento de monitoramento das atividades desempenhadas pela concessionária.

A assimetria de informação continuará existindo até como conseqüência da regulação por incentivos, método utilizado no Brasil, porém, ignorar uma importante fonte de informação para o equilíbrio do mercado regulado sugere muito mais incompetência gerada por desinformação do que vontade em resolver problemas.